segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Linkin Park - Minutes to Midnight

Após dois anos do lançamento, hoje peguei minha cópia deste álbum e antes de mandá-la para a discoteca escutei e re-escutei todas as músicas porque gostei bastante do que ouvi.

A banda amadureceu bastante neste lançamento, pois apesar de continuar com suas letras emocionais, aquele som pesado e aquela gritaria dos primeiros álbuns foram deixados um pouco de lado. Eu gostava da gritaria, mas ver a banda amadurecer desta forma me fez relembrar a mudança do Silverchair em Diorama de 2002. Um absurdo de bom. Outra mutação de muito bom gosto e também vale muito a pena.

O CD é de 2007, mas na boa, ele deveria pertencer a sua discoteca mesmo se for a partir de 2009. Minha cópia saiu por R$14,99, o que é um preço bastante justo para este tipo de mídia.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Eu gosto de fotos.

Eu gosto de fotos, pois gosto de rever o que passou e relembrar que tudo nesta vida como uva passa.

Eu gosto de fotos porque o que resta são lembranças, nada mais.

Eu gosto de fotos, pausadas fotos. Quando somos imortais.
Rose

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Google e privacidade / Tempos para questionar.

A soberania do Google compromete drasticamente a nossa privacidade, isso é fato, mas por que deixamos uma empresa invadir não somente a nossa casa e os nossos quartos como também conhecer o que mais tememos em expressar até mesmo para o reflexo dos nossos espelhos?

Está aí uma resposta que Sigmund Freud e seus afins gostariam de analisar nestes tempos modernos.

Muitos geeks dizem acreditar que Google é a única empresa capitalista do bem, muitos deles não cansam de levantar a bandeira e evangelizar cada vez mais novos adeptos a terem exposto o que lhe valham mais a pessoas que ganham muito, mas muito, sobre estas informações super confidenciais.

Ultimamente tenho me questionado sobre tudo isso porque como qualquer geek possuo um perfil fake presente na rede e que de forma alguma a minha real identidade é refletida neste anônimo digital.

Este tal perfil foi criado anos atrás devido a um flame war que ocorreu numa mailing-list sobre assuntos contemporâneos e que por expressar abertamente o meu ponto-de-vista com o meu perfil real, o Mario Sergio, além de receber escárnios fui bloqueado e banido para sempre porque bati de frente com o dono daquele troço. Um fake comunista boboca que devido ao seu extremismo, está impossibilitado de debater como gente grande.

Não quero colocar culpa apenas naquele esquisito, pois também possuo os meus momentos nada diplomáticos como qualquer um. Paciência também tem limite pô! Outra, eu realmente não engulo evangelizadores. São todos uns esquisitos.

Voltando ao Google!

Semanas atrás fiz um teste usando características físicas (idade, sexo, cor...) e de localidade minhas fundindo com as características daquele perfil anônimo presente naquelas listas e apesar de não ter sido na primeira página, o meu nome real apareceu nas respostas da ferramenta com o código mais cobiçado do planeta.

É realmente algo para se questionar!

Se cuida Homem Invisível pois os seus dias estão mais do que contados...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Se depois de eu morrer

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimento nenhum.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o unico poeta da Natureza.

Poema: Alberto Caeiro
Telas: Vincent van Gogh (Skull with Burning Cigarette, Daubigny's Garden)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Let’s not waste a moment.

Hoje pedi para o iPod tocar as músicas que possuem os meus maiores pontos de classificação durante o final do dia no trabalho e uma música reapareceu ao topo entre as quase doze mil presentes no aparelho e desde então não pára de tocar.

"Let's not waste a moment" é uma música composta por Jerry Herman, um grande compositor para a Broadway, e a versão que possuo é de um álbum que Michael Feinstein regravou com o próprio Jerry Herman no piano denominado: Michael Feinstein Sings The Jerry Herman Songbook.

Se você tem apelo por música, não pode de forma alguma deixar de pegar a sua cópia na Amazon porque é simplesmente bárbaro.

Brasil duas caras.

Shimon Peres está no país e daqui a 13 dias é a vez do safado Ahmadinejad e a pergunta é:

- Quem estamos apoiando?!

Eu realmente não entendo esta política duas caras deste governo vermelho pintado de azul.

Deve ser culpa desta nova era e outra, devo estar muito velho nestes meus vinte e sete para não entender toda esta palhaçada, pois, fico muito confuso quando vejo os inimigos se abraçarem e juntos cantarem aqueles jingles antigos.

O que não faz a venda de um caráter?!
Aliás, 13 não é mesmo o número do PT?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Comemorações de um muro que caiu (?).

Devido às comemorações dos vinte anos da Queda do Muro de Berlin hoje é pop falar sobre aquele muro, nada mais além do muro, somente o muro, gente grafitando o muro, escrevendo palavrões no muro, quebrando lascas com martelinhos do muro, muro muro muro, muro muro mur o

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Qual é a minha Internet?

Hoje a mais democrática rede internacional de computadores já está bastante disseminada para um grande número e como todos sabem, apesar de ser uma ela faz parte de vários mundos distintos com propósitos completamente diferentes e isso tem me feito refletir.

Tenho me questionado como é a minha Internet nestes dias, pois tenho relembrado os primeiros momentos de contato com este novo mundo cheio possibilidades e oportunidades.

Lembro que naquela época podia fazer tudo e como qualquer adolescente, senti um alívio enorme por não precisar mais checar o que havia por de baixo do colchão do meu irmão ou ligar a televisão numa tarde de domingo com todo mundo presente na sala para me esbaldar com tetas e bundas. Isso realmente foi uma revolução para muita gente.

Pornografia? Não. Há muito não tenho contato com ela via Internet, apesar de aparecer algumas fotos aqui e outros vídeos acolá. Estou distante também do MSN, das promiscuidades dos bate-papos no UOL e das altas horas de conversa jogada fora com longínquos amigos no mIRC. Caramba! Este sim foi uma revolução para mim, simplesmente um divisor de águas no meu mundinho digital.

Mundinho que consiste apenas em e-mail, Skype com a minha família e amigos de longe, Twitter e o principal: Feeds. Sou louco por feeds, simplesmente maníaco por feeds, muitos feeds. Não posso ver algo bom que já vou assinando.

Sou tão fascinado por eles que tenho até uma área especial no meu Safari só para as assinaturas que diariamente trazem mais ou menos umas três mil atualizações. Tempo disponível para ler tudo isso eu não tenho, mas como em todo vício o muito nunca é o suficiente.

O tempo de louco por buscar algo novo solto na rede também já passou para mim. Hoje as minhas novidades são geralmente Yesterday’s news e apesar da velharia, não fico nem um pouco preocupado e acho que este é o meu lado mais indie.

Visito apenas sites bem conhecidos e estes estão numa lista que apesar de não ter escrito no papel ou ditado sua seqüência, estão numa fila de importância que pensando sobre ela agora, são realmente muito importantes e se eu não visitá-los durante o dia, parece que este passou deixando para trás aquele gostinho que faltou alguma coisa.

Tenho percebido também que a minha paciência sobre qualquer tópico vazio, sem nexo e sem importância se esgota muito mais rapidamente, mas isso não é apenas com o que não falta na Internet, mas com tudo que está presente na mídia antiquada ou vindos de pessoas à minha volta.

Também tenho me tornado num chato, mas não é culpa da Internet.

Não sei é simplesmente maturidade de um ser quase-velho que muitas vezes ainda se vê como um adolescente, mas a minha Internet hoje serve apenas para muitas poucas coisas. Seu forte está para pesquisas sobre assuntos que estão para o meu interesse, notícias, os meus feeds (muitos feeds) ou contato com familiares e amigos via e-mail ou Skype. Quase mais nada. Nada mesmo.

Internet metódica esta, mas é minha e de mais ninguém.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A briga entre o leitor e o escritor chato.

Algo muito inconveniente é escolher um livro na estante com um belo tópico para ler, um livro que comenta tudo o que você está interessado em saber, mas que por ironia do destino, o escritor consegue ser mais chato do que aquelas conversas de que temos em frente ao espelho quando chegamos de um encontro nada alcoólico com os amigos num lugar para lá de estranho.

A coisa mais chata de tudo isso é a constante briga em não conseguir abandonar a leitura porque existe a esperança que a próxima página ou o próximo capítulo será alguma coisa melhor.

A pérola da vez é "Os Mistérios Egípcios" de Arthur Versluis. Juro que não estou agüentando esta pose de evangelizador que este cara possui naquelas linhas.

É bem, pode ser o momento, devo não estar com paciência para este papo metafísico pra lá e pra cá.

Diria uma colega de trabalho: "- Metafísico é o #% da tartaruga!"

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Wanton boys.

As flies to the wanton boys are we to the gods,
they kill us for their sport.

William Shakespeare - Rei Lear (Ato 4, cena 1)