Hoje a mais democrática rede internacional de computadores já está bastante disseminada para um grande número e como todos sabem, apesar de ser uma ela faz parte de vários mundos distintos com propósitos completamente diferentes e isso tem me feito refletir.
Tenho me questionado como é a minha Internet nestes dias, pois tenho relembrado os primeiros momentos de contato com este novo mundo cheio possibilidades e oportunidades.
Lembro que naquela época podia fazer tudo e como qualquer adolescente, senti um alívio enorme por não precisar mais checar o que havia por de baixo do colchão do meu irmão ou ligar a televisão numa tarde de domingo com todo mundo presente na sala para me esbaldar com tetas e bundas. Isso realmente foi uma revolução para muita gente.
Pornografia? Não. Há muito não tenho contato com ela via Internet, apesar de aparecer algumas fotos aqui e outros vídeos acolá. Estou distante também do MSN, das promiscuidades dos bate-papos no UOL e das altas horas de conversa jogada fora com longínquos amigos no mIRC. Caramba! Este sim foi uma revolução para mim, simplesmente um divisor de águas no meu mundinho digital.
Mundinho que consiste apenas em e-mail, Skype com a minha família e amigos de longe, Twitter e o principal: Feeds. Sou louco por feeds, simplesmente maníaco por feeds, muitos feeds. Não posso ver algo bom que já vou assinando.
Sou tão fascinado por eles que tenho até uma área especial no meu Safari só para as assinaturas que diariamente trazem mais ou menos umas três mil atualizações. Tempo disponível para ler tudo isso eu não tenho, mas como em todo vício o muito nunca é o suficiente.
O tempo de louco por buscar algo novo solto na rede também já passou para mim. Hoje as minhas novidades são geralmente Yesterday’s news e apesar da velharia, não fico nem um pouco preocupado e acho que este é o meu lado mais indie.
Visito apenas sites bem conhecidos e estes estão numa lista que apesar de não ter escrito no papel ou ditado sua seqüência, estão numa fila de importância que pensando sobre ela agora, são realmente muito importantes e se eu não visitá-los durante o dia, parece que este passou deixando para trás aquele gostinho que faltou alguma coisa.
Tenho percebido também que a minha paciência sobre qualquer tópico vazio, sem nexo e sem importância se esgota muito mais rapidamente, mas isso não é apenas com o que não falta na Internet, mas com tudo que está presente na mídia antiquada ou vindos de pessoas à minha volta.
Também tenho me tornado num chato, mas não é culpa da Internet.
Não sei é simplesmente maturidade de um ser quase-velho que muitas vezes ainda se vê como um adolescente, mas a minha Internet hoje serve apenas para muitas poucas coisas. Seu forte está para pesquisas sobre assuntos que estão para o meu interesse, notícias, os meus feeds (muitos feeds) ou contato com familiares e amigos via e-mail ou Skype. Quase mais nada. Nada mesmo.
Internet metódica esta, mas é minha e de mais ninguém.